O mundo é um imenso quiosque
onde há um tablado para chorar e dançar
e onde se vendem habitualmente
jornais espantosos
bebidas cigarros
e brinquedinhos para os medrosos se entreterem.
O mundo é um quiosque
onde o tédio voluteia.
Ao seu redor as meninas dão-se as mãos
riem e cantam:
a casa de bambu
coberta de bambuá
uá uá uá
cada um no seu lugar.
E então tudo volta à simplicidade.
O palco se transforma em verde bosque
as moedas viram ouro nativo
os bambus brotam
murmurando rapidamente coisas inaudíveis.
Os homens atônitos
erguem um som forte e angustiado
entristecendo as paragens da terra.
(1958)