Cada vez que ouço ou vejo alguma manifestação, de cunho público ou particular, contra qualquer forma de discriminação, aparece diante de mim a figura impertérrita do antropólogo Claude Lévy-Strauss. É dele a frase do título desta crônica, completada com este esclarecimento: “o que há são culturas diferentes”. Claude Lévy-Strauss, embora conhecido como um intelectual francês, nasceu na Bélgica,Continuar lendo “‘Não há cultura superior nem cultura inferior’”
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ALARME
Eu também já acreditei piamente na eficácia dos alarmes. Agora tenho dúvidas, para não dizer descrença. Não quero com isso abalar a fé de ninguém, nem botar água no pudim dos fabricantes, apenas manifestar o que talvez seja apenas incapacidade de compreensão. Por exemplo. No bairro onde moro há um alarme que tem oContinuar lendo “ALARME”
Depois das Antas
Para quem nasceu em Antônio Prado (eu não tive essa honra), o Rio das Antas não é um mero acidente geográfico. Sempre foi uma fatalidade histórica. Como foi o Bósforo para os Gregos. Como o Cabo das Tormentas para os Portugueses. Acho que me entendem: atravessar o Rio das Antas era como cruzar o limiar entre dois mundos.Continuar lendo “Depois das Antas”
La Lumièra, o Boitatá e o Fogo-Fátuo
Está próximo o dia do Halloween, que é também o Dia das Bruxas, que ocorre a 31 de outubro, na véspera do Dia de Todos os Santos e antevéspera do Dia de Finados. As pessoas ficam perguntando: o que motivou a escolha dessas datas para lembrar seres fantásticos? Acontece que o ente fantástico mais disseminado na imaginação aoContinuar lendo “La Lumièra, o Boitatá e o Fogo-Fátuo”
Antes do ‘Halloween’, havia ‘Le Streghe’!
A crença popular em seres fantásticos se encontra em todas as culturas. Da cultura indígena vieram o Saci Pererê, a Iara e outros entes. Na cultura gaúcha, a figura do Negrinho do Pastoreio é imbatível. Na tradição dos imigrantes italianos as figuras mais relevantes são o “Sanguanel”, também conhecido como “Mazzarollo”, o que dá nós em tudo,Continuar lendo “Antes do ‘Halloween’, havia ‘Le Streghe’!”
Uma despedida não prevista
Foi uma dolorida surpresa o falecimento do empresário, escritor e promotor cultural Plínio Mioranza (aos 82 anos, ocorrido no último domingo, dia 9 de outubro). Escrevo esta crônica como uma pequena homenagem, para de algum modo prolongar sua presença amiga a meu lado e, também, na memória coletiva. Conheci Plínio Mioranza como meu aluno no Curso deContinuar lendo “Uma despedida não prevista”
O poeta do “Cântico das Criaturas”
Quando saí de São Francisco de Paula para entrar no Seminário Menor em Caxias do Sul, deparei com outro São Francisco: o de Assis. Ocorre que o Seminário era na época dirigido pela ordem dos Capuchinhos, e o dia de São Francisco de Assis, a 4 de outubro, era a data mais festejada do ano, comContinuar lendo “O poeta do “Cântico das Criaturas””
O tempo para a leitura
Agora que começa a acontecer a 38ª Feira do Livro de Caxias do Sul, com o slogan de que Tudo é Leitura, pode ser interessante ler também um pouco do passado. Talvez nem todos saibam que a primeira Feira do Livro do mundo foi realizada em Frankfurt, na Alemanha, em 1947. E que ela aconteceu pouco tempo depois da derrotaContinuar lendo “O tempo para a leitura”
Encilhando o cavalo
As cavalgadas comemorativas da data farroupilha fizeram vir à tona da memória o quanto o cavalo fez parte de meu mundo real e imaginário. A ponto de ocupar um lugar privilegiado em minha poesia, como salientou o crítico literário Guilhermino Cesar em artigo no Correio do Povo (em 28/05/1983), citando o poema “O menino e o cavalo”. O mesmoContinuar lendo “Encilhando o cavalo”
O torneio de laço de vaca parada
Em plena realização dos Festejos Farroupilhas, como vêm sendo chamados os eventos que precedem a data maior dos gaúchos, em várias localidades está programada a realização de torneios de laço de vaca parada. E não só no Rio Grande do Sul. Fora de suas fronteiras, onde haja um Centro de Tradições Gaúchas, esse desafio de laçadores também seContinuar lendo “O torneio de laço de vaca parada”