CHUVAS

Com o atual regime de chuvas, um dos prazeres de verão já está irremediavelmente perdido: o de saborear figos. As uvas também estão aguadas e não amadurecem como deve ser, mas as uvas sempre podem, com alguma ajuda do engenho e da arte, serem prolongadas nos vinhos. Os figos não. Ou são saboreados na estaçãoContinuar lendo “CHUVAS”

Um romance da escravidão em terras gaúchas

O historiador gaúcho Mário Maestri acaba de publicar um romance, com o título de Carcaça de Negro, com o subtítulo de “Um romance da escravidão no Rio Grande do Sul”. Como diz ele em afetuosa dedicatória, seguindo caminho arriscado, “em que me aventuro por mares que não são meus” De fato, o caminho percorrido por Mário Maestri foi no campoContinuar lendo “Um romance da escravidão em terras gaúchas”

Tramas de oficina

Nas muitas vezes em que fui convidado a falar sobre a construção de meu romance O Quatrilho, em eventos escolares, uma pergunta era fatal: o que tinha acontecido com o casal que foi embora. Minha resposta era sempre a mesma: isso ficava para outro romance. De fato, no romance A Babilônia, o personagem Lourenço visita a casa de Teresa eContinuar lendo “Tramas de oficina”

A bola elétrica em Catar

Foi só eu escrever aqui que o formato da bola na Copa do Mundo do Catar não tinha se tornado assunto da mídia que um fotógrafo flagrou nos bastidores de um estádio uma fila de bolas presas em tomadas elétricas. Feita a inquirição junto às autoridades da FIFA, veio a confirmação: as bolas usadas em campo são,Continuar lendo “A bola elétrica em Catar”

Bolas de laboratório

Com a Copa do Mundo do Catar já saindo da fase de grupos, não vi nem ouvi notícia ou comentário sobre a bola oficial do certame, a Al Rihla, que significa A Jornada. Tudo bem diferente da Copa de 2010, realizada na África do Sul, em que a bola utilizada foi um dos temas centrais do noticiário, por causa daContinuar lendo “Bolas de laboratório”

Uma visão sem fronteiras

Neste clima de Copa do Mundo, é inevitável que a memória fique recheada de episódios vividos em outras Copas. Não apenas os acontecidos dentro das quatro linhas do gramado. Nas arquibancadas, e também longe delas, sempre acontecem fatos, e surgem personagens, que são lembrados, como são lembrados os gols de placa e seus goleadores. A lembrança queContinuar lendo “Uma visão sem fronteiras”

Preciosidades dos sebos

Acho que não surpreendo ninguém se contar que sou, ou era, um assíduo freguês dos sebos, que é como se chamam no Brasil as livrarias de livros usados. Hoje essa modalidade de compra tomou também o caminho do acesso virtual. Mas guardo ainda algumas preciosidades com a marca indelével de tempos idos. Uma delas é o livro AContinuar lendo “Preciosidades dos sebos”

‘Não há cultura superior nem cultura inferior’

Cada vez que ouço ou vejo alguma manifestação, de cunho público ou particular, contra qualquer forma de discriminação, aparece diante de mim a figura impertérrita do antropólogo Claude Lévy-Strauss. É dele a frase do título desta crônica, completada com este esclarecimento: “o que há são culturas diferentes”. Claude Lévy-Strauss, embora conhecido como um intelectual francês, nasceu na Bélgica,Continuar lendo “‘Não há cultura superior nem cultura inferior’”

ALARME

Eu também já acreditei piamente na eficácia dos alarmes. Agora tenho dúvidas, para não dizer descrença. Não quero com isso abalar a fé de ninguém, nem botar água no pudim dos fabricantes, apenas manifestar o que talvez seja apenas incapacidade de compreensão.          Por exemplo. No bairro onde moro há um alarme que tem oContinuar lendo “ALARME”

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