Quando programei escrever a minha trilogia de romances sobre a imigração italiana na Serra Gaúcha, saí à procura de uma figura que deixasse bem à mostra o papel da Igreja no processo histórico e cultural das colônias. Essa figura deveria ser um padre, mas um padre capaz de mergulhar bem fundo na mentalidade do imigrante que chegava,Continuar lendo “O inspirador do Padre Giobbe”
Arquivos da tag:crônicas
Banho de mar em Torres
Prosseguindo na leitura do caderno de memória de Francisco Paglioli, deparamos com mais um episódio curioso. Estava ele já morando em São Francisco de Paula, em Cima da Serra, e sofria de um reumatismo no braço direito, “a ponto de ter dificuldade de escrever: experimentei diversos remédios e pomadas, mas nada adiantou”. Um dia chegou um seu compadre,Continuar lendo “Banho de mar em Torres”
Paglioli e os falantes de ‘hunsrückish”
Nas colônias de imigração alemã, em todo o sul do Brasil, e também no Espírito Santo, era falado um dialeto alemão com forte influência do português, fenômeno linguístico semelhante ao que deu origem ao Talian nas colônias italianas. Como o Talian, também a língua das colônias alemãs foi reconhecida pelo Iphan como patrimônio das línguas de imigração, com oContinuar lendo “Paglioli e os falantes de ‘hunsrückish””
Lygia Fagundes Telles e suas meninas
Esta semana ficou marcada com a morte, também, de Lygia Fagundes Telles, que ganhou o epíteto de “a dama da literatura brasileira”. Nascida a 19 de abril de 1923, em São Paulo, quase se tornou centenária. Faleceu dia 3 de abril, em casa, de causas naturais, segundo o noticiário. Sempre coloquei essa escritora no pedestal mais altoContinuar lendo “Lygia Fagundes Telles e suas meninas”
Ronco do bugio: um patrimônio cultural
Em minhas “Memórias de São Chico”, conto que uma das minhas lembranças de infância era o som do ronco do bugio, no meio do mato que cobria os Morrinhos, como era chamado o lugar. Ronco que era interpretado como sinal de chuva. Cresci ouvindo histórias do macaco bugio, mas nunca obtive a graça de ver umContinuar lendo “Ronco do bugio: um patrimônio cultural”
Agruras de um negociante
Continuando a leitura do caderno de memórias de Francisco Paglioli, depositado no Instituto Histórico do Rio Grande do Sul, mais fatos do passado ganham vida. Como neste episódio em que ele narra sua experiência como negociante. Quando o engenheiro José Montaury de Aguiar Leitão – o nome é registrado assim, por inteiro – chegou a CaxiasContinuar lendo “Agruras de um negociante”
Casos para proveito do papel
Francisco Paglioli, aqui apresentado na crônica anterior, depois de escritas dezesseis páginas em seu caderno de memórias, conclui: “Teria muitas coisas mais para contar, mas como são de pouca importância faço ponto final”. E acrescenta a data, 10-5-42, seguida das iniciais F.P. Mas, ainda na mesma página dezesseis, emenda: “Passemos a contar algum caso paraContinuar lendo “Casos para proveito do papel”
Uma história dos inícios de Caxias
Uma figura relevante dos inícios da história de Caxias foi Francisco Paglioli. Ele foi pai de Elyseu Paglioli, que se tornaria conhecido e famoso como neurocirurgião e como reitor da Ufrgs, entre 1952 e 1964. Uma cópia do caderno de lembranças escrito por Francisco Paglioli, depositado no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre,Continuar lendo “Uma história dos inícios de Caxias”
Celeste Gobbato, o grande mentor
No texto anterior, escrevi que a figura de Celeste Gobbato, um dos mentores da Festa da Uva, merecia ser mais exposta ao conhecimento de todos, tão importante foi sua atuação para a cidade de Caxias do Sul, para o Rio Grande do Sul e o Brasil. Está à disposição, para tanto, uma publicação da EDUCS (EditoraContinuar lendo “Celeste Gobbato, o grande mentor”
Como foi a primeira Festa da Uva
Em sua obra clássica Festa & Identidade: Como se fez a Festa da Uva (EDUCS, 2002), a pesquisadora da cultura da região de imigração italiana da Serra Gaúcha, Cleodes M. Piazza Julio Ribeiro, oferece um quadro detalhado, não só da história da festa, como de seu significado cultural. Na longa pesquisa que deu base à obra, a autoraContinuar lendo “Como foi a primeira Festa da Uva”