A cerração que cobriu a Serra na segunda-feira de manhã, embrulhando a cidade de Caxias do Sul no seu véu úmido, me trouxe um rol de evocações. A primeira, e não podia deixar de ser, foi a da minha infância em São Francisco de Paula. Nossa casa ficava na Boca da Serra, como se dizia, e quando chegavaContinuar lendo “A cerração e suas evocações”
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Transmissão do TALIAN pelas três últimas gerações
Uma pergunta que me foi feita por estes dias foi esta: “Os descendentes dos imigrantes continuam a transmitir o Talian dentro de suas famílias?” Trata-se, sem dúvida, de uma pergunta chave dentro de uma política de preservação da língua como signo de identidade cultural. Como resposta a ela, há um estudo feito pelo jornalista Tales Giovani Armiliato para suaContinuar lendo “Transmissão do TALIAN pelas três últimas gerações”
Inventário do TALIAN: um pouco de história
O interesse pelo resgate do Talian, a língua comum criada nas regiões de imigração italiana, foi reativado por ocasião da celebração do centenário da imigração, ocorrido em 1975. A Universidade de Caxias do Sul criou um instituto de pesquisas, com a parceria da Universidade de Veneza. E um dos temas desenvolvidos foi o estudo dos dialetosContinuar lendo “Inventário do TALIAN: um pouco de história”
Um passo decisivo para a preservação do Talian
“Talian Par Cei e Grandi – Gramàtica e Stòria”. Acaba de ser publicado um livro com este título, que pode ser assim traduzido: “Talian para Crianças e Adultos – Gramática e História”. Trata-se de uma obra coletiva e multidisciplinar, tendo três nomes como coordenadores e editores: Juvenal Jorge Dal Castel, Loremi Loregian Penkal e João Wianey Tonus. Além deles, maisContinuar lendo “Um passo decisivo para a preservação do Talian”
Ficcionistas da imigração italiana: o olhar de dentro
O “olhar de fora”, cheio de estranheza com relação ao personagem italiano, comum em todo o país, será completado por um “olhar de dentro”, cheio de cumplicidade, nas regiões ocupadas pelos imigrantes vindos da Itália. Os primeiros ficcionistas da região de imigração italiana da Serra Gaúcha mostram não apenas personagens de origem italiana, mas também aContinuar lendo “Ficcionistas da imigração italiana: o olhar de dentro”
Personagens italianos na pauliceia desvairada
É em São Paulo, para onde convergiu, segundo estimativas, cerca de setenta por cento da imigração italiana no Brasil, que naturalmente essa presença na literatura se fará mais frequente e mais intensa. Além disso, com a Semana de Arte Moderna de 1922, São Paulo se empenhou em tirar do Rio de Janeiro o título de capitalContinuar lendo “Personagens italianos na pauliceia desvairada”
O corsário e o fazedor de linguiça
Os primeiros italianos que desembarcaram no Rio Grande do Sul foram os participantes da Revolução Farroupilha (1835 – 1845). Três nomes ficaram marcados na história: Giuseppe Garibaldi, Luigi Rossetti e Tito Livio Zambeccari. Dos três, Garibaldi foi o mais famoso. Mas os outros dois também tiveram participação ativa na história gaúcha. Rossetti comprou prensa tipográfica em Montevidéu e fundouContinuar lendo “O corsário e o fazedor de linguiça”
A cartomante e outros italianos
Na cata de personagens italianos na literatura brasileira, vamos agora a Machado de Assis. Embora ele tenha vivido numa época em que levas de italianos passavam pelo porto do Rio de Janeiro, e embora ele trabalhasse no Ministério da Agricultura, órgão do governo responsável pela imigração, inclusive na época dos que vieram para o Sul do Brasil,Continuar lendo “A cartomante e outros italianos”
Figuras de italianos no romance de Alencar
Não é deste século (e agora com a minha trilogia!…) a presença de italianos como personagens na literatura brasileira. Sobre este aspecto farei alguns registros e comentários, numa sequência de textos. Esta perspectiva me parece interessante porque, nela, é possível identificar o modo pelo qual o italiano é visto e representado no universo cultural brasileiro nos últimosContinuar lendo “Figuras de italianos no romance de Alencar”
Mario Quintana e seus quintanares
Mario Quintana (1906-1994) foi outro poeta enfeitiçado pelo outono, na trilha de Paul Verlaine. Escreveu até um poema com o mesmo título, Canção de Outono. E também este Hai-Kai de Outono: “Uma borboleta amarela? Ou uma folha seca Que se desprendeu e não quis pousar?” A palavra “quintanares” é um neologismo inventado pelo poeta Manoel Bandeira, num poema deContinuar lendo “Mario Quintana e seus quintanares”