TRÁFICO NEGREIRO – Um passado ocultado por empresas europeias Durante este período de retiro, muito do que acontece pelo mundo passadespercebido, ou é deixado num segundo plano, sem chamar muito a atenção.Um desses assuntos eu percebi acessando o jornal francês Le Monde,do dia oito de agosto corrente. A matéria, assinada por Julien Bouissou, tratado desmascaramentoContinuar lendo “ERA UM SONHO DANTESCO…”
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A atriz e o imperador
“Foi com os olhos e a mente que Dom Pedro II se aproximou de Adelaide Ristori”. Esta frase consta na contracapa do livro O Imperador e a Atriz, publicado pela editora da Universidade de Caxias do Sul em 2007, com o apoio do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul e o patrocínio daContinuar lendo “A atriz e o imperador”
Se beber, não dirija!
Relendo as poesias dispersas de Joaquim Maria Machado de Assis, dei de frente com um poema exaltando o conhaque. Na época, em 1856, ainda se escrevia com a grafia francesa. No título, Machado acrescentou à palavra um ponto de exclamação seguido de reticências, para dar destaque e deixar suspeitas em aberto. Ficou assim: COGNAC!… Quando escreveu oContinuar lendo “Se beber, não dirija!”
OS QUE NÃO RIEM
Foi Rabelais, o criador de Pantagruel, quem reabilitou o riso na cultura ocidental. Durante a Idade Média não se ria, o riso era considerado sinal de estupidez: de estultícia, como se escrevia na época. Rabelais, na contramão da Igreja e dos barões feudais, afirmou que “rir é humano”, expressão que entrou para a fala deContinuar lendo “OS QUE NÃO RIEM”
Um mistério da literatura: Shakespeare era italiano?
Em 1927, um jornalista italiano, chamado Santi Paladino, publicou uma reportagem em que defendia a tese de que William Shakespeare era italiano. De lá para cá, muitos estudos foram feitos para examinar essa hipótese, que parece cada vez mais verdadeira. Pessoalmente, meu voto é a favor dela. Sempre me pareceu estranho que duas das tragédias shakespearianas deContinuar lendo “Um mistério da literatura: Shakespeare era italiano?”
Uma virada de rumo, ou só um parêntese?
Leio num jornal francês que o discurso político atual oscila entre “Nada mais será como antes” e “Vão voltar os dias felizes”. E o articulista lança esta pergunta: a pandemia atual mudará o rumo da história, ou será apenas um parêntese? Essa pergunta, se ainda não se tornou explícita, está com certeza latejando na menteContinuar lendo “Uma virada de rumo, ou só um parêntese?”
O otimismo de Cândido – ou um pouco de filosofia
Tomei conhecimento da história, intitulada “Cândido ou o Otimismo”, de Voltaire, lendo Machado de Assis. Tanto nas Memórias Póstumas de Braz Cubas quanto no Quincas Borba, sem falar nas suas crônicas, Machado sempre citou esse texto para fazer ironia sobre o otimismo defendido pelo Doutor Pangloss, para quem “vivemos a melhor das vidas no melhorContinuar lendo “O otimismo de Cândido – ou um pouco de filosofia”
Um olhar atento: o segredo das novelas policiais
A primeira variante é a da charada. O autor da obra monta uma série de pistas, como num labirinto, e o leitor é convidado a descobrir quem é o criminoso. Essa modalidade se consagrou com sir Arthur Conan Doyle, que por sinal fazia aniversário no mesmo dia que eu: 22 de maio. Suas sessenta históriasContinuar lendo “Um olhar atento: o segredo das novelas policiais”
Nas diferenças, o amparo para a saúde social
Neste mês de maio de 2020, completam-se 145 anos da imigração italiana. Em maio de 1875, depois de cruzar o oceano sonhando com a Terra da Cocanha, chegaram os primeiros imigrantes a esta região. Mais cinco anos, e estaremos celebrando o sesquicentenário dessa façanha histórica. Revisitar essa história exige algumas cautelas. A primeira é deContinuar lendo “Nas diferenças, o amparo para a saúde social”
Rubem Fonseca: um nome para não esquecer
Numa entrevista que dei pouco mais de trinta anos atrás, e que foi publicada pelo Instituto Estadual do Livro, na série Autores Gaúchos, fiz esta afirmação: “Para mim, Rubem Fonseca é o maior escritor brasileiro atual. Ele é o que realmente está com uma linguagem moderna”. Em minhas aulas sobre literatura brasileira – invoco osContinuar lendo “Rubem Fonseca: um nome para não esquecer”