O FUTURO E O PORVIR

Futuro e porvir são duas palavras que os dicionários dão como sinônimas. Quem lida um pouco com elas vê uma certa diferença: porvir não é para ser usada a toda hora. Ela significa futuro, mas em traje social, exige uma oportunidade especial para ser usada.          Outro dia andei lendo um autor que faz umaContinuar lendo “O FUTURO E O PORVIR”

O ELOGIO DO ÓCIO

Há nas livrarias uma coleção de ensaios de Bertrand Russell, com o estapafúrdio título de “O Elogio ao Ócio”. O livro de Erasmo, desde a renascença, é publicado com o nome de “Elogio da Loucura”. E um de Norberto Bobbio circula em português com o título correto de “Elogio da Serenidade”. O tradutor, o editorContinuar lendo “O ELOGIO DO ÓCIO”

ÉTICA E POLÍTICA

Essas duas palavras, postas lado a lado, soltam faísca. É como se ética e política fossem dois pólos, um de corrente positiva e outro de corrente negativa. Por isso todo cuidado é pouco quando se quer saber que relações existem, ou devem existir, entre as duas. Principalmente quando se deseja evitar outros dois pólos opostosContinuar lendo “ÉTICA E POLÍTICA”

A FRIULANA E O IMPERADOR

Um dos segredos mais bem guardados do império foi “a intensa amizade” – na discreta linguagem própria para essa situação – entre uma dama friulana e Dom Pedro II. A dama, Adelaide Ristori, foi considerada pelo público, e também pela crítica, a maior atriz italiana de seu tempo e uma espécie de embaixatriz da culturaContinuar lendo “A FRIULANA E O IMPERADOR”

AUTORES GAÚCHOS NA ITÁLIA

Na Universidade de Perugia está o maior tradutor e divulgador da nossa literatura na Itália. Seu nome é Brunelo Natale de Cusatis, professor titular da cadeira de Língua e Literatura Portuguesa e Brasileira. Traduziu para o italiano a poesia de Fernando Pessoa e, para nosso orgulho, escritores de origem italiana aqui do Sul do Brasil.Continuar lendo “AUTORES GAÚCHOS NA ITÁLIA”

AS INTENÇÕES DO AUTOR

Há quem entenda que um escritor nunca deva dizer de suas intenções, e que o trabalho de descobri-las compete ao leitor. Mas tantos perguntam sobre o que pretendi alcançar com a minha obra que não fujo de dizer quais as minhas intenções, ou o que penso sejam elas. Ao definir o projeto (tratou-se de fatoContinuar lendo “AS INTENÇÕES DO AUTOR”

A QUARTA IDADE

Norberto Bobbio, o grande jurista e filósofo do Piemonte, escreveu aos 85 anos um livro com o título De senectute (isto é, “Sobre a velhice”), que foi publicado em português com o título aguado de Tempo da Memória (1997), ou para evitar o latim, talvez demasiado erudito para os novos, ou para não ferir suscetibilidadesContinuar lendo “A QUARTA IDADE”

A IMPORTÂNCIA DA CRÔNICA

Numa entrevista que concedeu à televisão, o poeta Drummond de Andrade foi perguntado sobre sua outra faceta literária, a de cronista. Que importância dava o escritor para a crônica de jornal, quis saber o entrevistador. Para surpresa de quem lê seus versos contidos, de poucas palavras, Drummond se tornou de repente loquaz, em tom deContinuar lendo “A IMPORTÂNCIA DA CRÔNICA”

A MURALHA DA MAESA

Fui convidado há algum tempo para acompanhar uma visita técnica ao prédio da Maesa. A maior parte do grupo de especialistas só conhecia a fábrica do lado de fora e tinha, portanto, uma ideia superficial do conjunto.  A primeira surpresa foi ver lá dentro um lago, cercado de árvores, muitas delas carregadas de frutas. NoContinuar lendo “A MURALHA DA MAESA”

TRIGO E MILHO

A primeira imagem que tive da Romênia, quando o avião desceu no aeroporto de Bucareste, foi a de uma planície de trigais recém-colhidos, a perder de vista. Entre eles, tiras de cor verde que, mais perto do chão, deu para ver serem plantações de milho. São as duas culturas principais dos campos romenos. No inícioContinuar lendo “TRIGO E MILHO”

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