Marcos e o barco

Marcos voltou com seu barco após dias perdidos no bojo do mar. E sentado chorava o vazio samburá. A brisa marinha afaga o seu rosto: Marcos, por que chorar? Teu trabalho foi ganho teu gesto fez o mar. Mansamente veio a noite e já não parecia tão sombrio o pescador tão vazio o samburá.                                   Continuar lendo “Marcos e o barco”

Poema da terra

Amigos, amemos a terra, antes que ela desapareça ou nós. Tem sido boa conosco fecunda e de gordos proventos para a nossa irrisória fragilidade. Amemos a terra, velha que já foi moça e agora vai morrer. Carece de um instante de amor antes da última neblina. Amigos que amais tantas coisas tolas tudo isso éContinuar lendo “Poema da terra”

Poema do Outro

O vento levantou-se de manhã vestiu-se todo de azul pôs um botão de sol a passear pela roupa e saiu devagarinho sorrindo para todos. Entrou no jardim sem passar pelo portão derrubou uma porção de gotas de orvalho pisando por tudo enquanto nos canteiros as florinhas se inclinando: – Bom dia, senhor vento!    Como vai?Continuar lendo “Poema do Outro”

COZINHA E FOGÃO

Quando saímos, minha mulher e eu, a comprar nosso primeiro apartamento – ninguém está livre desse tipo de sonho – encontramos este em que estamos morando até hoje, numa relação de absoluta fidelidade dele conosco e nossa com ele. Foi um desses casos raros de amor à primeira vista que continuam pelo resto da vida.Continuar lendo “COZINHA E FOGÃO”

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