Um dos segredos mais bem guardados do império foi “a intensa amizade” – na discreta linguagem própria para essa situação – entre uma dama friulana e Dom Pedro II. A dama, Adelaide Ristori, foi considerada pelo público, e também pela crítica, a maior atriz italiana de seu tempo e uma espécie de embaixatriz da culturaContinuar lendo “A FRIULANA E O IMPERADOR”
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A DEUSA E O MORTAL
(OU VÊNUS E ADÔNIS DE NOVO) Manhã cedo, o sol pontual, Sai Adônis adolescente Para a sua amada caça De porcos selvagens: Vênus, Amorosa e impudente, O caça, a alma em brasa. “Flor de homem – sopra a deusa – mais belo que eu três vezes, as ninfas botas no bolso e a rosaContinuar lendo “A DEUSA E O MORTAL”
CHEIRO DE FRUTA
Juana de Ibarbourou Com marmelos maduros Perfumo os armários. Tem toda minha roupa Um aroma de fruta que a meu corpo Dá um constante sabor de primavera. Quando das prateleiras Polidas e profundas Tiro uma pilha branca De roupa íntima, Pelo quarto se espalha Um clima de pomar. É como se eu tivesse em meusContinuar lendo “CHEIRO DE FRUTA”
MEUS OITENTA ANOS
Ai quanta alegria eu tenho De chegar a essa idade Cheia de maturidade Que os anos dão sempre mais. E quanto amor, quantos sonhos, Eu vivi pelo caminho Sempre cheio de carinho E abraços bem risonhos. Por isso quero seguir, Tendo sempre o meu afeto, Sempre com novo projeto, Para me deixar feliz. Todos osContinuar lendo “MEUS OITENTA ANOS”