Para ninguém confundir essa palavra com seu sentido em italiano, ou em talian, beco aqui significa “rua estreita e curta, às vezes sem saída”, como sentencia o Dicionário Houaiss. Pois Manuel Bandeira tornou famoso um beco da Lapa, no Rio de Janeiro, com dois poemas: Poema do Beco, publicado no livro Estrela da Manhã, em 1936, com uma tiragem de 47 exemplares, e Última Canção doContinuar lendo “O beco de Manuel Bandeira”
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Andanças de Thales de Azevedo
Nos cadernos de pesquisa do antropólogo baiano Thales de Azevedo – que já apresentei AQUI – há o registro de vários lugares por ele visitados, não só nas cidades, mas também nas colônias da região de imigração italiana da Serra Gaúcha. Uma dessas andanças, em fevereiro de 1955, foi em Conceição da Linha Feijó, que na época era chamada apenasContinuar lendo “Andanças de Thales de Azevedo”
COZINHA E FOGÃO
Quando saímos, minha mulher e eu, a comprar nosso primeiro apartamento – ninguém está livre desse tipo de sonho – encontramos este em que estamos morando até hoje, numa relação de absoluta fidelidade dele conosco e nossa com ele. Foi um desses casos raros de amor à primeira vista que continuam pelo resto da vida.Continuar lendo “COZINHA E FOGÃO”
A verdadeira Gioconda. Ou não?
O tema da escravidão parece que não quer sair de cena. Até o jornal italiano Corriere della Sera, no dia 14 de março, nesta semana, publicou uma matéria no mínimo espantosa, assinada por Pierluigi Panza, com a seguinte manchete: “Descoberta a identidade da mãe de Leonardo da Vinci: se chamava Caterina, era uma circassiana feita escrava” Essa extraordináriaContinuar lendo “A verdadeira Gioconda. Ou não?”
O garfo da Forqueta
Um dos mistérios que demorei a decifrar, quando cheguei em Caxias do Sul para fazer meus estudos, foi o do significado de Forqueta, nome de um lugar que volta e meia aparecia nas conversas com os colegas. Nenhum deles sabia de onde vinha esse nome. Eu imaginei que seria um diminutivo de “forca”, aquele instrumento que executou Tiradentes. MasContinuar lendo “O garfo da Forqueta”
O Tesouro de Thales de Azevedo
Faltando pouco mais de um ano para a celebração dos 150 anos da chegada dos primeiros imigrantes italianos na Serra Gaúcha, é inevitável que fatos, situações e figuras históricas comecem a emergir com toda sua força na memória. A primeira figura que me veio à mente foi a do antropólogo baiano Thales de Azevedo (1904-1995), que manteve estreitaContinuar lendo “O Tesouro de Thales de Azevedo”
O incêndio da Notre-Dame, em Paris
Saiu um livro contando detalhes de como foi apagado o incêndio da catedral de Notre-Dame, em Paris, tragédia acontecida a 15 de abril de 2019. O relato é feito pelos bombeiros que atuaram no salvamento, “em cumplicidade” com o repórter Romain Gubert, da revista semanal Le Point. O título original é La Nuit de Notre-Dame – par ceuxContinuar lendo “O incêndio da Notre-Dame, em Paris”
Uma trilogia sobre a escravidão
Numa rara coincidência, junto com o romance Carcaça de Negro, de Mário Maestri, me chegou às mãos outra obra mestra sobre o tema da escravidão. São três volumes com quinhentas páginas em média cada um deles, mas a leitura nunca se torna cansativa. Seu autor é Laurentino Gomes, que se consagrou com três obras premiadas: 1808, sobre a fuga de DomContinuar lendo “Uma trilogia sobre a escravidão”
CHUVAS
Com o atual regime de chuvas, um dos prazeres de verão já está irremediavelmente perdido: o de saborear figos. As uvas também estão aguadas e não amadurecem como deve ser, mas as uvas sempre podem, com alguma ajuda do engenho e da arte, serem prolongadas nos vinhos. Os figos não. Ou são saboreados na estaçãoContinuar lendo “CHUVAS”
Um romance da escravidão em terras gaúchas
O historiador gaúcho Mário Maestri acaba de publicar um romance, com o título de Carcaça de Negro, com o subtítulo de “Um romance da escravidão no Rio Grande do Sul”. Como diz ele em afetuosa dedicatória, seguindo caminho arriscado, “em que me aventuro por mares que não são meus” De fato, o caminho percorrido por Mário Maestri foi no campoContinuar lendo “Um romance da escravidão em terras gaúchas”