Sopas para o inverno

O inverno sempre convida a privilegiar uma sopa quente no cardápio. E a região da Serra Gaúcha é rica em variedade de sopas e sabores. É possível que o frio, que volta e meia traz a neve, esteja na raiz dessa tendência culinária. Entre os anos de 2003 e 2007, período em que se construíram as usinas de energiaContinuar lendo “Sopas para o inverno”

Apertos de mão indeléveis

Quando vi a notícia de que 21 de junho é o Dia Internacional do Aperto de Mão, lembrei logo de alguns apertos de mão que recebi e ficaram indeléveis na memória, e não apenas nos dedos. Cada um deles me trouxe uma mensagem diferente, e fácil de ser captada. O primeiro de que tenho registro foiContinuar lendo “Apertos de mão indeléveis”

Relendo Cesare Pavese

Já escrevi que um crítico português me comparou com Cesare Pavese, ao afirmar que meu romance O Quatrilho tinha muita afinidade com os do poeta e romancista italiano de Turim. Relendo agora sua poesia, chamou-me a atenção um tema que perpassa a visão que tem de seu tempo: o choque da cultura tradicional com os inventos da tecnologia. Machado deContinuar lendo “Relendo Cesare Pavese”

Nas ruas e nos céus de Paris

Numa de minhas idas a Paris – uma cidade cativante como nenhuma outra – andando pela Avenue des Champs Élysées, parei na frente da Maison Cartier, uma joalheria quase tão famosa como a cidade que a abriga. Para minha surpresa, no edifício ao lado havia uma placa na entrada informando que ali havia residido Alberto Santos Dumont, “LeContinuar lendo “Nas ruas e nos céus de Paris”

O burro de São Martinho

Comecei a conhecer a importância dada a São Martinho – San Martino, em italiano; Saint-Martin, em francês – com as pesquisas para escrever o romance A Cocanha, com o foco central na saída dos imigrantes da Itália para o Brasil. Acontece que na Itália o dia de São Martinho, a 11 de novembro, era a data em que os proprietáriosContinuar lendo “O burro de São Martinho”

Invenção de Orfeu: um ‘pot-pourri’

Pot-pourri é como os franceses designam uma miscelânea de estilos, seja no campo da música, seja no da literatura e de outras artes. O livro Invenção de Orfeu, do poeta alagoano Jorge de Lima, publicado em 1952, cabe perfeitamente dentro dessa rubrica. Meu primeiro contato com essa obra aconteceu bem cedo, dois anos depois de ela ser editada.Continuar lendo “Invenção de Orfeu: um ‘pot-pourri’”

A Páscoa e seus símbolos

Os estudos de antropologia histórica têm mostrado que a Igreja, à medida em que catequizava os mais diversos povos e etnias, levava a eles seus ritos e símbolos. Mas também ia incorporando à sua liturgia ritos e símbolos enraizados em cada cultura. Os dois eventos cristãos mais marcantes, o Natal e a Páscoa, foram também os dois que maisContinuar lendo “A Páscoa e seus símbolos”

Andanças de Thales de Azevedo

Nos cadernos de pesquisa do antropólogo baiano Thales de Azevedo – que já apresentei AQUI – há o registro de vários lugares por ele visitados, não só nas cidades, mas também nas colônias da região de imigração italiana da Serra Gaúcha. Uma dessas andanças, em fevereiro de 1955, foi em Conceição da Linha Feijó, que na época era chamada apenasContinuar lendo “Andanças de Thales de Azevedo”

COZINHA E FOGÃO

Quando saímos, minha mulher e eu, a comprar nosso primeiro apartamento – ninguém está livre desse tipo de sonho – encontramos este em que estamos morando até hoje, numa relação de absoluta fidelidade dele conosco e nossa com ele. Foi um desses casos raros de amor à primeira vista que continuam pelo resto da vida.Continuar lendo “COZINHA E FOGÃO”

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