ALARME

Eu também já acreditei piamente na eficácia dos alarmes. Agora tenho dúvidas, para não dizer descrença. Não quero com isso abalar a fé de ninguém, nem botar água no pudim dos fabricantes, apenas manifestar o que talvez seja apenas incapacidade de compreensão.          Por exemplo. No bairro onde moro há um alarme que tem oContinuar lendo “ALARME”

Depois das Antas

Para quem nasceu em Antônio Prado (eu não tive essa honra), o Rio das Antas não é um mero acidente geográfico. Sempre foi uma fatalidade histórica. Como foi o Bósforo para os Gregos. Como o Cabo das Tormentas para os Portugueses. Acho que me entendem: atravessar o Rio das Antas era como cruzar o limiar entre dois mundos.Continuar lendo “Depois das Antas”

La Lumièra, o Boitatá e o Fogo-Fátuo

Está próximo o dia do Halloween, que é também o Dia das Bruxas, que ocorre a 31 de outubro, na véspera do Dia de Todos os Santos e antevéspera do Dia de Finados. As pessoas ficam perguntando: o que motivou a escolha dessas datas para lembrar seres fantásticos? Acontece que o ente fantástico mais disseminado na imaginação aoContinuar lendo “La Lumièra, o Boitatá e o Fogo-Fátuo”

Antes do ‘Halloween’, havia ‘Le Streghe’!

A crença popular em seres fantásticos se encontra em todas as culturas. Da cultura indígena vieram o Saci Pererê, a Iara e outros entes. Na cultura gaúcha, a figura do Negrinho do Pastoreio é imbatível. Na tradição dos imigrantes italianos as figuras mais relevantes são o “Sanguanel”, também conhecido como “Mazzarollo”, o que dá nós em tudo,Continuar lendo “Antes do ‘Halloween’, havia ‘Le Streghe’!”

Uma despedida não prevista

Foi uma dolorida surpresa o falecimento do empresário, escritor e promotor cultural Plínio Mioranza (aos 82 anos, ocorrido no último domingo, dia 9 de outubro). Escrevo esta crônica como uma pequena homenagem, para de algum modo prolongar sua presença amiga a meu lado e, também, na memória coletiva. Conheci Plínio Mioranza como meu aluno no Curso deContinuar lendo “Uma despedida não prevista”

O poeta do “Cântico das Criaturas”

Quando saí de São Francisco de Paula para entrar no Seminário Menor em Caxias do Sul, deparei com outro São Francisco: o de Assis. Ocorre que o Seminário era na época dirigido pela ordem dos Capuchinhos, e o dia de São Francisco de Assis, a 4 de outubro, era a data mais festejada do ano, comContinuar lendo “O poeta do “Cântico das Criaturas””

O tempo para a leitura

Agora que começa a acontecer a 38ª Feira do Livro de Caxias do Sul, com o slogan de que Tudo é Leitura, pode ser interessante ler também um pouco do passado. Talvez nem todos saibam que a primeira Feira do Livro do mundo foi realizada em Frankfurt, na Alemanha, em 1947. E que ela aconteceu pouco tempo depois da derrotaContinuar lendo “O tempo para a leitura”

Encilhando o cavalo

As cavalgadas comemorativas da data farroupilha fizeram vir à tona da memória o quanto o cavalo fez parte de meu mundo real e imaginário. A ponto de ocupar um lugar privilegiado em minha poesia, como salientou o crítico literário Guilhermino Cesar em artigo no Correio do Povo (em 28/05/1983), citando o poema “O menino e o cavalo”. O mesmoContinuar lendo “Encilhando o cavalo”

O controle de pombas em Bordeaux

Em minhas viagens pela Europa, estive também na cidade de Bordeaux, na costa sudoeste da França, no ano de 2010. Quando comentei com um professor da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, em Portugal, que eu tinha ido a Bordeaux, ele foi fulminante em me corrigir, com o sotaque lusitano: – Bordéus! – disse ele, com oContinuar lendo “O controle de pombas em Bordeaux”

Italianos no Espírito Santo

Em sua obra magistral, O Ocaso da Colombina – A Breve e Poética Vida de Vivita Cartier, Marcos Fernando Kirst conta que o pai de Vivita, Paulo de Campos Cartier, não presenciou o nascimento da filha, em abril de 1893, porque estava no Espírito Santo. Com que objetivo? É que o Espírito Santo recebeu uma grande imigração italiana (dados apontamContinuar lendo “Italianos no Espírito Santo”

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