Gilles Deleuze (1925-1995) é um nome que também merece ser tirado do baú. Foi professor de História da Filosofia na Universidade de Vincennes (Paris VIII) e amigo de Michel Foucault, outro mestre do pensamento. Meu interesse por Deleuze surgiu quando descobri que ele era contra o estruturalismo, aquele tipo de pensamento quadrado, incapaz de perceber e deContinuar lendo “O domínio de um território”
Arquivos da categoria: literatura
Rabelais, o defensor do riso
O tempo atual convida a gente a remexer no fundo do baú. Com isso, outro escritor que me veio parar nas mãos foi François Rabelais, que antecedeu de alguns anos o autor dos Ensaios, Michel de Montaigne. Rabelais nasceu em 1494 e morreu em 1553, “velho e cansado” – como registrou um biógrafo seu contemporâneo -, antes de completar sessentaContinuar lendo “Rabelais, o defensor do riso”
Michel de Montaigne e os livros
Michel Eyquem de Montaigne nasceu no castelo de Périgord, em 28 de fevereiro de 1533, e faleceu no mesmo castelo a 13 de setembro de 1592, com quase sessenta anos, um idoso para os padrões da época. Os Eyquem eram comerciantes na cidade portuária de Bordeaux, na França: vendiam vinhos, peixes salgados, pasteis. O pai deContinuar lendo “Michel de Montaigne e os livros”
O gato Mefistófeles
Todo mundo conhece o gato Mefistófeles das histórias em quadrinhos da Disney. O que muita gente não sabe é por que ele foi parar lá e de onde veio esse nome mefistofélico… Pois eu sei disso desde que comprei numa livraria do Rio de Janeiro, em 1965, o Fausto de Goethe, na tradução de Antenor Nascentes – mestreContinuar lendo “O gato Mefistófeles”
O recado histórico das taipas de pedra
Um patrimônio cultural mais que centenário e quase esquecido no Rio Grande do Sul Nos Campos de Cima da Serra – aí incluído o município de São Francisco de Paula, meu berço de origem –, o cercado das fazendas foi feito por meio de muros feitos de pedra, conhecidos pelo nome de taipas. Quem tomar a estradaContinuar lendo “O recado histórico das taipas de pedra”
Perto do coração selvagem
Brasil começa a celebrar o centenário de nascimento da criadora da “poética da introspecção” No dia 10 de dezembro, ocorreu o centenário de nascimento de Clarice Lispector, uma das musas imortais da literatura brasileira. Mesmo nascida na Ucrânia – de onde seus pais fugiram para não caírem nas garras de Stalin, que mandava os judeus paraContinuar lendo “Perto do coração selvagem”
O centenário do ator de Monte Vêneto
A extensa biografia cinematográfica do saudoso José Lewgoy inclui “Rocco”, o personagem que desempenhou em sua participação na filmagem de “O Quatrilho” Uma das muitas emoções que ganhei de presente durante a filmagem de “O Quatrilho” foi, sem dúvida, a presença de José Lewgoy no elenco. E tenho certeza de que, para ele também, foi grande a emoção deContinuar lendo “O centenário do ator de Monte Vêneto”
Pequenos segredos revelados
“Buena La Bailanta!”: a incrível saga de Ivan Pedro Martins Já citei aqui uma frase do Barão de Itararé, que não era barão coisa nenhuma. Foi um jornalista gaúcho, de Rio Grande, que fez carreira no Rio de Janeiro como humorista. Assinava sua coluna também como Apporelly, que reduzia a uma palavra a extensão de seu nomeContinuar lendo “Pequenos segredos revelados”
A cultura da cachaça
“O uísque é uma cachaça metida a besta” (Barão de Itararé) A frase do Barão de Itararé pode ser politicamente incorreta, como era do feitio do seu humor, que começava com a frase na entrada de sua sala de trabalho: “Entre sem bater!”. Mas também marca com força uma tradição cultural brasileira. A cachaça, ou aguardente deContinuar lendo “A cultura da cachaça”
A história de um ferreiro
“Uma profissão a gente nunca aprende que chega! Sempre tem alguma coisa nova pra aprender” Ofícios e fazeres característicos de um período ainda pré-industrial foram trazidos pelos imigrantes vindos do Norte da Itália. Entre esses ofícios estavam o da moagem de grãos, o da destilação, o da fabricação de queijos, os ofícios da madeira, como aContinuar lendo “A história de um ferreiro”