ERA UM SONHO DANTESCO…

TRÁFICO NEGREIRO – Um passado ocultado por empresas europeias Durante este período de retiro, muito do que acontece pelo mundo passadespercebido, ou é deixado num segundo plano, sem chamar muito a atenção.Um desses assuntos eu percebi acessando o jornal francês Le Monde,do dia oito de agosto corrente. A matéria, assinada por Julien Bouissou, tratado desmascaramentoContinuar lendo “ERA UM SONHO DANTESCO…”

A atriz e o imperador

“Foi com os olhos e a mente que Dom Pedro II se aproximou de Adelaide Ristori”. Esta frase consta na contracapa do livro O Imperador e a Atriz, publicado pela editora da Universidade de Caxias do Sul em 2007, com o apoio do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul e o patrocínio daContinuar lendo “A atriz e o imperador”

Se beber, não dirija!

Relendo as poesias dispersas de Joaquim Maria Machado de Assis, dei de frente com um poema exaltando o conhaque. Na época, em 1856, ainda se escrevia com a grafia francesa. No título, Machado acrescentou à palavra um ponto de exclamação seguido de reticências, para dar destaque e deixar suspeitas em aberto. Ficou assim: COGNAC!… Quando escreveu oContinuar lendo “Se beber, não dirija!”

EPIGRAMAS (1962)

Da chatitude  Chato chato chato  tábua, cachorro esmagado,  barata metida em fresta  sem relevo, chato inteiramente  lâmina estendida no chão  quadro sem pintura  papel sem inscrição  tapete posto ao comprido  chato e raso e plano  lagoa de água parada  espelho embaciado e cego  prego mil vezes batido  parede nua, o chato  essência e essencial. 

Sentimento da noite

Fechar a casa é fechar a vida   de um dia. A noite é inconveniente.  Permaneçamos pois fora dela   as pudicas janelas fechadas   a porta bem trancada. Não venha  o ladrão nos roubar o sono.  Ao redor da lâmpada acesa   o nosso mundo construamos.  A conversa disfarce o medo,   defendamos nossa paz.  Como meninos espantados   façamos históriasContinuar lendo “Sentimento da noite”

As muletas

Além (e) aquém (e) dentro (e) fora  ao redor (e) sobre e toc e toc  vão as muletas de meu verso  tateando pelos espaços, tudo  buscando situar. Amarei mais  sabendo como um topógrafo  o local preciso das coisas  no giroscópio do universo?  Mas como despegar-me das muletas   sem tombar paralítico,  com a nebulosa silabação  dos guardadores de estrelas? Continuar lendo “As muletas”

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