Durante a comemoração do Centenário da Imigração Italiana (em 1975), foi publicado um livro com o título Italiani in Rio Grande. Não só o título, mas todo o texto foi publicado em língua italiana, com o patrocínio do IVRAL – Istituto Veneto per i Rapporti com l’America Latina, com o objetivo de ser distribuído entre os estudantes da Itália,Continuar lendo “Italianos no Rio Grande”
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O retorno com o final da saga
Depois da permanência de quase um mês, entre abril e maio de 1937, nas águas termais de Tubarão, o Cônego Donato iniciou sua viagem de retorno, que não deixou de ter incidentes, para ficar com o termo por ele usado em suas Notas de uma Viagem. O trecho até Conceição do Arroio, ou Osório, teve praticamente os mesmosContinuar lendo “O retorno com o final da saga”
Chegada a Tubarão
De Araranguá a Tubarão, registra o Cônego Donato, “há dez estações de trem, que são: Araranguá, Morretes, Sangão, Criciúma, Içara, Esplanada, Morro Grande, Jaguaruna, Congonha e Tubarão. As mais importantes são Tubarão, Jaguaruna, Esplanada, Criciúma e Araranguá”. Essa ferrovia catarinense teve sua construção iniciada em 1880, ainda no tempo do Império, para transportar o carvão daContinuar lendo “Chegada a Tubarão”
A ida do caminhão de socorro
Quando chegou o caminhão de socorro, depois de horas de espera e de nervosismo, o Cônego Donato dirigiu-se ao senhor Elto Labes, que chegava “em carne e osso” no comando da operação, com um mecânico e mais um ajudante, para cobrar dele as razões do atraso. Se o pescador tinha ido a Sombrio às onze da manhã paraContinuar lendo “A ida do caminhão de socorro”
Jornada de Torres a Araranguá
O percurso de Torres a Araranguá foi tão dramático que é melhor traduzir ao pé da letra (com alguns recortes) a narrativa do Cônego Donato. Na manhã de 9 de abril levantei bem cedo porque queria celebrar a missa. Fui até a casa canônica, bati na porta mas ninguém respondeu. […] Depois de meia hora tiveContinuar lendo “Jornada de Torres a Araranguá”
Dezesseis horas de Gravataí a Torres
Na manhã do segundo dia de viagem, saindo de Gravataí, depois de uma noite de pouco sono por causa dos mosquitos, o Cônego Angelo Donato teve de embarcar no caminhão contra a vontade, segundo seu relato: No dia 8 levantei cedo, todos queriam partir logo e não me deixaram celebrar a missa. Partimos antes do nascer doContinuar lendo “Dezesseis horas de Gravataí a Torres”
Primeiro dia de viagem no caminhão
Continuando com a “reportagem” do Cônego Ângelo Donato, seguem os acontecimentos do primeiro dia da viagem de Caxias a Tubarão. Depois de tudo combinado, os nove passageiros embarcaram na carroceria do caminhão e partiram às 5h30 da manhã do dia 7 de abril de 1937, uma quarta-feira. Tomaram o rumo de Galópolis, ao invés de Farroupilha (naContinuar lendo “Primeiro dia de viagem no caminhão”
Um cônego com tino de repórter
Sou detentor, por cortesia de mãos amigas, de um relato manuscrito deixado pelo Cônego Ângelo Donato – hoje nome de rua em Caxias do Sul, no bairro São José –, contando a aventura e as desventuras de uma viagem de caminhão desde Caxias até as águas termais da Guarda, em Tubarão, no Estado de Santa Catarina. O Padre Ângelo,Continuar lendo “Um cônego com tino de repórter”
Jogo do chinquilho
Encontrei essa referência ao jogo do chinquilho num livro de João Spadari Adami, o nosso barbeiro historiador, em capítulo dedicado às origens das atividades esportivas na Colônia Caxias. Um dos primeiros jogos praticados, diz ele, era o de “scaie”, palavra que ele traduz por chinquilho, posto entre parênteses. Num primeiro instante, pensei que a informação estava cheia de equívocos,Continuar lendo “Jogo do chinquilho”
A marca cultural do empreendedorismo
Heinrich Bunse, um estudioso das línguas de imigração no Rio Grande do Sul, ao escrever sobre os dialetos italianos, por ocasião do centenário da imigração, descreve o ambiente das colônias sinalizando a forte marca do empreendedorismo, trazida pelos imigrantes, nestes termos: Recrutados os futuros colonos na região do vale do Pó, nas cidades industriais e nasContinuar lendo “A marca cultural do empreendedorismo”