O ensino a distância, EaD, vem ocupando cada vez mais o campo da educação superior no mundo inteiro. No Brasil, dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) apontam que no período de dez anos, entre 2012 e 2022, o número de alunos matriculados em cursos de graduação a distância passouContinuar lendo “Longe da sala de aula”
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Mundo rural e mundo urbano
Um tema recorrente na análise dos processos culturais é o da relação entre campo e cidade, ou entre colônia e cidade, para usar termos locais. Em meu romance O Quatrilho, todo ele com base nos hábitos culturais da época e dos lugares, coloco esta situação dramática: a de um casal da colônia que decide mudar-se para aContinuar lendo “Mundo rural e mundo urbano”
As incontáveis situações dramáticas
Existe um livro, no mínimo curioso, para não dizer espantoso, intitulado As Duzentas Mil Situações Dramáticas. Seu autor é Etienne Souriau (1892 – 1979), pensador francês, que dirigiu a Revue d’esthétique e se dedicou a desvendar os meandros do teatro, por primeiro, e posteriormente do cinema, como um dos fundadores da filmologia. A obra foi editada em francês em 1970 e,Continuar lendo “As incontáveis situações dramáticas”
Migrações internas
Em meu romance O Quatrilho, coloquei, como nó dramático para os dois jovens casais da trama narrativa, a necessidade de procurarem novas terras, ou de encontrarem outro ramo de atividade que não a de agricultores. Não foi uma situação inventada: no início do século XX, com o aumento de habitantes do meio rural, consequência das famílias comContinuar lendo “Migrações internas”
Cenas de bastidores
Às vésperas da comemoração do sesquicentenário da imigração italiana na Serra Gaúcha, a canção Mèrica, Mèrica, guardada como um hino dos imigrantes, não sai de meus ouvidos. Isso também porque ela é cantada por ninguém menos que Caetano Veloso, como trilha sonora do filme O Quatrilho. Quem se encarregou dessa façanha, na produção do filme, foi nosso maestro Renato Fillipini. Em entrevistaContinuar lendo “Cenas de bastidores”
Memórias da Revolução de 1923
Já que estamos no centenário da famigerada Revolução de 23, tenho uma preciosidade para mostrar. É um registro feito por meu pai num pequeno caderno de memórias, contando a sua “difícil escalada do autodidatismo”. É uma narrativa que dá uma ideia nada glorificante dessa revolução, mostrando como ela doeu no cotidiano da vida das pessoas, como na de umContinuar lendo “Memórias da Revolução de 1923”
Cores, aromas e sabores de vinho
Acabo de ser designado, com muita honra, Embaixador dos Vinhos de Caxias do Sul! Para demonstrar que tenho, sim, uma relação estreita com os vinhos, dou algumas dicas de como saboreá-los, coisas que aprendi na aula de um sommelier, na Escola de Gastronomia da UCS. Na linguagem dos apreciadores, degustadores, sommeliers e enólogos, a descrição dos traços característicos de cadaContinuar lendo “Cores, aromas e sabores de vinho”
A permanência da GAUCHESCA
Em meio aos festejos capitaneados pela data de 20 de setembro, trago à tona algumas das ideias que escrevi, décadas atrás, sobre a “permanência da Gauchesca”. A gauchesca, sinônimo de cultura do gaúcho, tem início em meados do século dezenove, quando as correntes migratórias de origem europeia, que iriam constituir as zonas coloniais, apenas começavam. A únicaContinuar lendo “A permanência da GAUCHESCA”
Santa Tereza: patrimônio histórico-cultural
Exatamente no dia 5 de novembro de 2010, o município de Santa Tereza, emancipado de Bento Gonçalves em 1992, teve aprovado o tombamento da sua paisagem urbana pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Foram incluídos na área de preservação o seu espaço urbano e a paisagem de entorno. Faz parte de minhaContinuar lendo “Santa Tereza: patrimônio histórico-cultural”
A força do Rio das Antas
Com o Rio das Antas ganhando noticiário nacional, depois que a água da enchente arrastou a ponte de ferro entre Farroupilha e Nova Roma, uma ponte com noventa anos de idade, é interessante relembrar a história desse rio, pelas margens do qual até Giuseppe Garibaldi desceu a cavalo, junto com sua Anita e o filho. Vinte anos depois dessaContinuar lendo “A força do Rio das Antas”