Máquina para comover

Prosseguimos, com a poética de João Cabral de Melo Neto. Sua posição é contrária à da visão romântica, de que o poema deve ser o repositório das emoções do poeta. Basta ler o prólogo de Gonçalves Dias, no seu livro Primeiros Cantos (1846), onde ele diz exatamente isto sobre suas poesias: “escrevi-as para mim, e não para osContinuar lendo “Máquina para comover”

O poeta engenheiro

Houve um período, quando eu era professor de Literatura Brasileira na UCS, em que um grupo de alunas decidiu gravar minhas aulas, fazer a sua transcrição e me presentear com uma cópia datilografada. Belos tempos! Guardo até hoje em meu baú secreto essas cópias. Tomo a liberdade de as compartilhar, neste site “onde economia e cultura seContinuar lendo “O poeta engenheiro”

Quem inventou o soneto

Os sonetos de Francesco Petrarca foram um modelo de poesia lírica para toda a literatura ocidental. Gregório de Matos foi, no Brasil, o primeiro a juntar água dos sonetos de Petrarca para a sua jarra. Depois de Gregório de Matos, o soneto voltaria ao topo da glória na poesia de Cláudio Manuel da Costa. Teve um parêntese no romantismoContinuar lendo “Quem inventou o soneto”

O exemplo de resistência da língua provençal

Os troubadours A língua provençal – também identificada como Occitano e como Languedoc – foi a matriz de toda a poesia ocidental produzida depois do latim. Nela escreveram os troubadours (trovadores), que foram modelo para os poetas de todas as línguas neolatinas, do italiano ao português. O mais famoso deles foi Arnault Daniel (1150-1210), que Dante, naContinuar lendo “O exemplo de resistência da língua provençal”

As primeiras leituras

O leitor inveterado que eu era, a ponto de posar para fotografia com um livro na mão, aos oito anos de idade, teve contato com diversos textos que foram abrindo os horizontes do mundo, para além de São Roque da Goiabeira. Um livro fundamental foi a Seleta em Prosa e Verso, da autoria de Alfredo ClementeContinuar lendo “As primeiras leituras”

Aprendizados em São Roque da Goiabeira

A colônia de Santa Teresa, onde nasci, esgotou suas terras à venda. Mas, como o projeto de atrair agricultores dera bons resultados, a Prefeitura de São Chico o expandiu para o lado do Arroio Goiabeira, que tinha às suas margens terras férteis e de futuro. Nesse local foi erguida a capela de São Roque e, atrásContinuar lendo “Aprendizados em São Roque da Goiabeira”

MEMÓRIAS DE SÃO CHICO 8

– OS ANIMAIS AO REDOR – Não é possível trazer à tona as memórias de minha infância, sem falar dos animais que nos rodeavam. Um item que exige um pouco de método para não parecer uma babel, pois eram muitas as espécies.  Começo pelos animais domésticos, na nossa casa e na casa dos vizinhos.  EmContinuar lendo “MEMÓRIAS DE SÃO CHICO 8”

MEMÓRIAS DE SÃO CHICO 6

– São Roque da Goiabeira – Santa Teresa esgotou suas terras à venda. Mas, como o projeto dera bons resultados, a Prefeitura de São Chico o expandiu para o lado do Arroio Goiabeira, que tinha às suas margens terras férteis e de futuro. No local foi erguida a capela de São Roque e, atrás dela,Continuar lendo “MEMÓRIAS DE SÃO CHICO 6”

MEMÓRIAS DE SÃO CHICO 5

– Parentes bem longe – Uma carência na minha infância – que eu sentia como carência – era a de não conhecer de perto os parentes da família. Com exceção, é claro, de meus irmãos. Não conheci avós, com exceção do vovô Guilherme, nem tios, nem primos.  Acontece que meus pais, assim que casaram noContinuar lendo “MEMÓRIAS DE SÃO CHICO 5”

O otimismo de Cândido – ou um pouco de filosofia

Tomei conhecimento da história, intitulada “Cândido ou o Otimismo”, de Voltaire, lendo Machado de Assis. Tanto nas Memórias Póstumas de Braz Cubas quanto no Quincas Borba, sem falar nas suas crônicas, Machado sempre citou esse texto para fazer ironia sobre o otimismo defendido pelo Doutor Pangloss, para quem “vivemos a melhor das vidas no melhorContinuar lendo “O otimismo de Cândido – ou um pouco de filosofia”

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