A verdadeira Gioconda. Ou não?

O tema da escravidão parece que não quer sair de cena. Até o jornal italiano Corriere della Sera, no dia 14 de março, nesta semana, publicou uma matéria no mínimo espantosa, assinada por Pierluigi Panza, com a seguinte manchete: “Descoberta a identidade da mãe de Leonardo da Vinci: se chamava Caterina, era uma circassiana feita escrava” Essa extraordináriaContinuar lendo “A verdadeira Gioconda. Ou não?”

O garfo da Forqueta

Um dos mistérios que demorei a decifrar, quando cheguei em Caxias do Sul para fazer meus estudos, foi o do significado de Forqueta, nome de um lugar que volta e meia aparecia nas conversas com os colegas. Nenhum deles sabia de onde vinha esse nome. Eu imaginei que seria um diminutivo de “forca”, aquele instrumento que executou Tiradentes. MasContinuar lendo “O garfo da Forqueta”

O Tesouro de Thales de Azevedo

Faltando pouco mais de um ano para a celebração dos 150 anos da chegada dos primeiros imigrantes italianos na Serra Gaúcha, é inevitável que fatos, situações e figuras históricas comecem a emergir com toda sua força na memória. A primeira figura que me veio à mente foi a do antropólogo baiano Thales de Azevedo (1904-1995), que manteve estreitaContinuar lendo “O Tesouro de Thales de Azevedo”

O incêndio da Notre-Dame, em Paris

Saiu um livro contando detalhes de como foi apagado o incêndio da catedral de Notre-Dame, em Paris, tragédia acontecida a 15 de abril de 2019. O relato é feito pelos bombeiros que atuaram no salvamento, “em cumplicidade” com o repórter Romain Gubert, da revista semanal Le Point. O título original é La Nuit de Notre-Dame – par ceuxContinuar lendo “O incêndio da Notre-Dame, em Paris”

Uma trilogia sobre a escravidão

Numa rara coincidência, junto com o romance Carcaça de Negro, de Mário Maestri, me chegou às mãos outra obra mestra sobre o tema da escravidão. São três volumes com quinhentas páginas em média cada um deles, mas a leitura nunca se torna cansativa. Seu autor é Laurentino Gomes, que se consagrou com três obras premiadas: 1808, sobre a fuga de DomContinuar lendo “Uma trilogia sobre a escravidão”

CHUVAS

Com o atual regime de chuvas, um dos prazeres de verão já está irremediavelmente perdido: o de saborear figos. As uvas também estão aguadas e não amadurecem como deve ser, mas as uvas sempre podem, com alguma ajuda do engenho e da arte, serem prolongadas nos vinhos. Os figos não. Ou são saboreados na estaçãoContinuar lendo “CHUVAS”

Um romance da escravidão em terras gaúchas

O historiador gaúcho Mário Maestri acaba de publicar um romance, com o título de Carcaça de Negro, com o subtítulo de “Um romance da escravidão no Rio Grande do Sul”. Como diz ele em afetuosa dedicatória, seguindo caminho arriscado, “em que me aventuro por mares que não são meus” De fato, o caminho percorrido por Mário Maestri foi no campoContinuar lendo “Um romance da escravidão em terras gaúchas”

Tramas de oficina

Nas muitas vezes em que fui convidado a falar sobre a construção de meu romance O Quatrilho, em eventos escolares, uma pergunta era fatal: o que tinha acontecido com o casal que foi embora. Minha resposta era sempre a mesma: isso ficava para outro romance. De fato, no romance A Babilônia, o personagem Lourenço visita a casa de Teresa eContinuar lendo “Tramas de oficina”

A bola elétrica em Catar

Foi só eu escrever aqui que o formato da bola na Copa do Mundo do Catar não tinha se tornado assunto da mídia que um fotógrafo flagrou nos bastidores de um estádio uma fila de bolas presas em tomadas elétricas. Feita a inquirição junto às autoridades da FIFA, veio a confirmação: as bolas usadas em campo são,Continuar lendo “A bola elétrica em Catar”

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