A Ponte do Raposo

Depois de ter insinuado aqui que a história da Ponte do Raposo merece ser lembrada, volto ao tema. Diversos episódios compuseram a trama que levou à construção dessa ponte. Entre eles os seguintes: – o fato de ela ter sido construída sobre o rio Caí na Zona do Raposo, nome herdado do bandeirante paulista que exterminou as Missões e arrebanhouContinuar lendo “A Ponte do Raposo”

Surpresas da História

Na década de 1980, foi realizado na UCS um projeto, que contou com o apoio do Ministério da Educação, com o título de Educação no Meio Rural. Seu objetivo era estimular as escolas do ensino fundamental a buscar as raízes culturais de sua comunidade. O local escolhido para implantar o projeto foi o distrito de Santa LúciaContinuar lendo “Surpresas da História”

Espaço para a cultura indígena

Quando na UCS foi levado adiante o projeto de reconhecimento do Talian como patrimônio linguístico brasileiro, uma série de projetos buscava o mesmo estatuto para as línguas indígenas. Perto de duzentas ainda sobrevivem no Brasil. As primeiras a serem oficializadas foram o tukano, o nheengatu e o baniwa, no Alto Rio Negro, no Amazonas. E de imediato São GabrielContinuar lendo “Espaço para a cultura indígena”

Jogos em família

Quando vejo as crianças de hoje jogando por horas a fio diante da tela do computador, ou presas no celular, lembro que eu também, quando menino, mergulhava no prazer de jogar. A diferença é que, nos tempos da minha infância, todos os tipos de jogo exigiam companhia: não havia jogo para alguém se divertir sozinho. A víspora – hojeContinuar lendo “Jogos em família”

O prazer de julgar

Diante do quadro confuso provocado pela guerra na Ucrânia e por alguns conflitos que o Brasil está vivendo, voltei a ler Elias Canetti (1905-1994), um mestre que nunca deixo de consultar. Apenas para informar: Elias Canetti nasceu na Bulgária, na época sob domínio turco, de família de judeus sefarditas, migrada da Espanha. No seu livro A língua absolvida, relata que,Continuar lendo “O prazer de julgar”

Migração com bagagem cultural

Em meu romance O Quatrilho, coloquei como baliza inicial da trama a opção de um casal entre ir para “as colônias novas”, ou encontrar outro ramo de atividade que não a do cabo da enxada. Não foi uma situação inventada por mim. É que eu acabava de assistir a uma mesa redonda em que se falou que no inícioContinuar lendo “Migração com bagagem cultural”

Quem eram os birivas

Nascido nos Campos de Cima da Serra, desde menino conheci os birivas, e até certo ponto convivi com eles. Mas só me dei conta de como o jeito deles era diferente quando vim estudar em Caxias do Sul. Nesta cidade, por um fator cultural que demonstrei na obra O Regional e o Universal na Literatura Gaúcha, o cultivoContinuar lendo “Quem eram os birivas”

As marcas de ferro

Guilhermino César foi um mineiro que estudou o Rio Grande do Sul mais do que ninguém. Além da História da Literatura do Rio Grande do Sul (Editora Globo, 1956), sua obra mais conhecida, escreveu também História do Rio Grande do Sul. Período Colonial (Editora Globo, 1970). Nesta segunda obra, ele nos revela a história do uso das marcas de ferro noContinuar lendo “As marcas de ferro”

Tabuinhas para o telhado

As tabuinhas – scândole, na língua Talian – foram uma solução para a cobertura das casas desde o início da imigração italiana na Serra Gaúcha. Eram feitas manualmente, rachando toras de madeira, quase sempre de pinheiro, à força de machado. Seu Loca, natural de São Francisco de Paula, e que trabalhou em serrarias de Bom Jesus a partirContinuar lendo “Tabuinhas para o telhado”

Os operários da madeira

O ciclo da madeira deixou marcas profundas na memória dos que trabalharam nas serrarias à margem do Rio Pelotas. Memória que foi recolhida por uma pesquisa dos elementos culturais dessa região, pelo Instituto Memória Histórica e Cultural (IMHC) da UCS. Seu Honório, morador de Pinhal da Serra, descreve em detalhes como era feito o transporte das torasContinuar lendo “Os operários da madeira”

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora