A vida nas serrarias da Serra

Nasci e passei minha primeira infância perto de uma serraria, em Santa Teresa de São Francisco de Paula. Meus vizinhos e amigos mais próximos – o Darci, o Andi e o Neri – eram filhos do chefe da serraria. O proprietário, me diziam eles, era um certo Muratore da cidade de Taquara. E o pai de meus amigos,Continuar lendo “A vida nas serrarias da Serra”

Antigos saberes de cozinha

Uma pesquisa de campo foi realizada nas duas margens do Rio Pelotas, que faz divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, na virada do século, pelo IMHC da UCS. Foram encontradas muitas preciosidades nos hábitos culturais dessa região, dignas de figurar no museu da memória. Uma dessas pérolas é a dos saberes escondidos no espaçoContinuar lendo “Antigos saberes de cozinha”

A coberta da alma

Quem leu minha novela policial O Caso da Caçada de Perdiz, ambientada nos campos da Vacaria, deve ter ficado no mínimo se perguntando em que se baseia o episódio do capítulo 9, que leva o título de “A coberta das almas”. Se alguém imagina que foi tudo invenção do autor, está se enganando. A cena inteira éContinuar lendo “A coberta da alma”

Viva a bela polenta!

A anunciada realização de uma Festa da Polenta em Monte Belo do Sul, na 11ª edição do Polentaço, traz à tona mais um patrimônio cultural trazido pelo imigrante italiano. A história da polenta na Itália merece um longo tratado. Começa com a chegada do granturco, ou granoturco, aqui conhecido como milho, pelo porto de Veneza. “Turco” não significava que provinhaContinuar lendo “Viva a bela polenta!”

O inspirador do Padre Giobbe

Quando programei escrever a minha trilogia de romances sobre a imigração italiana na Serra Gaúcha, saí à procura de uma figura que deixasse bem à mostra o papel da Igreja no processo histórico e cultural das colônias. Essa figura deveria ser um padre, mas um padre capaz de mergulhar bem fundo na mentalidade do imigrante que chegava,Continuar lendo “O inspirador do Padre Giobbe”

Banho de mar em Torres

Prosseguindo na leitura do caderno de memória de Francisco Paglioli, deparamos com mais um episódio curioso. Estava ele já morando em São Francisco de Paula, em Cima da Serra, e sofria de um reumatismo no braço direito, “a ponto de ter dificuldade de escrever: experimentei diversos remédios e pomadas, mas nada adiantou”. Um dia chegou um seu compadre,Continuar lendo “Banho de mar em Torres”

Paglioli e os falantes de ‘hunsrückish”

Nas colônias de imigração alemã, em todo o sul do Brasil, e também no Espírito Santo, era falado um dialeto alemão com forte influência do português, fenômeno linguístico semelhante ao que deu origem ao Talian nas colônias italianas. Como o Talian, também a língua das colônias alemãs foi reconhecida pelo Iphan como patrimônio das línguas de imigração, com oContinuar lendo “Paglioli e os falantes de ‘hunsrückish””

Lygia Fagundes Telles e suas meninas

Esta semana ficou marcada com a morte, também, de Lygia Fagundes Telles, que ganhou o epíteto de “a dama da literatura brasileira”. Nascida a 19 de abril de 1923, em São Paulo, quase se tornou centenária. Faleceu dia 3 de abril, em casa, de causas naturais, segundo o noticiário. Sempre coloquei essa escritora no pedestal mais altoContinuar lendo “Lygia Fagundes Telles e suas meninas”

Ronco do bugio: um patrimônio cultural

Em minhas “Memórias de São Chico”, conto que uma das minhas lembranças de infância era o som do ronco do bugio, no meio do mato que cobria os Morrinhos, como era chamado o lugar. Ronco que era interpretado como sinal de chuva. Cresci ouvindo histórias do macaco bugio, mas nunca obtive a graça de ver umContinuar lendo “Ronco do bugio: um patrimônio cultural”

Agruras de um negociante

Continuando a leitura do caderno de memórias de Francisco Paglioli, depositado no Instituto Histórico do Rio Grande do Sul, mais fatos do passado ganham vida. Como neste episódio em que ele narra sua experiência como negociante. Quando o engenheiro José Montaury de Aguiar Leitão – o nome é registrado assim, por inteiro – chegou a CaxiasContinuar lendo “Agruras de um negociante”

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