Um olhar atento: o segredo das novelas policiais

A primeira variante é a da charada. O autor da obra monta uma série de pistas, como num labirinto, e o leitor é convidado a descobrir quem é o criminoso. Essa modalidade se consagrou com sir Arthur Conan Doyle, que por sinal fazia aniversário no mesmo dia que eu: 22 de maio. Suas sessenta históriasContinuar lendo “Um olhar atento: o segredo das novelas policiais”

Nas diferenças, o amparo para a saúde social

Neste mês de maio de 2020, completam-se 145 anos da imigração italiana. Em maio de 1875, depois de cruzar o oceano sonhando com a Terra da Cocanha, chegaram os primeiros imigrantes a esta região. Mais cinco anos, e estaremos celebrando o sesquicentenário dessa façanha histórica. Revisitar essa história exige algumas cautelas. A primeira é deContinuar lendo “Nas diferenças, o amparo para a saúde social”

MEMÓRIAS DE SÃO CHICO 3

O cavalo branco na memória. No primeiro livro de poesia de que participei, livro a que demos o títulode Matrícula, compareço com um poema sobre o cavalo, com este desejo: “Ah, não ser eu como o cavalo,não ter um mundo serenoem que me detenha tranquiloe paste em segurança.” A figura do cavalo retorna em todosContinuar lendo “MEMÓRIAS DE SÃO CHICO 3”

MEMÓRIAS DE SÃO CHICO 2

Casa de chão Nossos vizinhos mais próximos em Santa Teresa, descendo um morroentre as duas casas, eram o seu Felicício e a dona Anjerca. Isso na pronúnciacom que eram tratados. Na realidade eram eles o seu Felício e a donaAngélica.Seu Felicício trabalhava numa serraria ali perto. Dona Anjerca cuidavada casa, das crianças, e tratava duasContinuar lendo “MEMÓRIAS DE SÃO CHICO 2”

MEMÓRIAS DE SÃO CHICO

1. Branco de neve O mundo inteiro já sabe que nasci em São Francisco de Paula, num lugarejo chamado Santa Teresa, no então distrito de Tainhas, que era o quarto distrito do município, como aprendi na escola. Ou em casa, porque meu pai era professor e as aulas dele continuavam dentro de casa. A primeiraContinuar lendo “MEMÓRIAS DE SÃO CHICO”

Rubem Fonseca: um nome para não esquecer

Numa entrevista que dei pouco mais de trinta anos atrás, e que foi publicada pelo Instituto Estadual do Livro, na série Autores Gaúchos, fiz esta afirmação: “Para mim, Rubem Fonseca é o maior escritor brasileiro atual. Ele é o que realmente está com uma linguagem moderna”. Em minhas aulas sobre literatura brasileira – invoco osContinuar lendo “Rubem Fonseca: um nome para não esquecer”

COBERTA DA ALMA

Quem leu minha novela O Caso da Caçada de Perdiz, ambientada nos Campos de Cima da Serra, deve ter ficado se perguntando de onde saiu a cena em que Pasúbio é aconselhado por Nhá Inácia a fazer uma “coberta d’alma”.  A cena é a seguinte: Nhá Inácia acha que a alma do morto no crimeContinuar lendo “COBERTA DA ALMA”

A velhice e as relações de poder

Na semana passada citei Norberto Bobbio, o grande jurista e filósofo do Piemonte. Volto a ele, para abordar um assunto que certamente interessa a todos os que estamos no “grupo de risco” e, portanto, em rígida quarentena… E que pode interessar aos que cuidam carinhosamente de nós. Bobbio escreveu aos 85 anos um livro comContinuar lendo “A velhice e as relações de poder”

A arte do queijo

Nestes tempos de retiro geral, uma compulsão quase incontrolável é a de escarafunchar o fundo do baú. Até a televisão está fazendo isso, com filmes, grupos musicais, jogos de futebol e outros feitos trazidos à tona da memória. A minha compulsão é a de mexer com antigos escritos, e confesso que até eu mesmo meContinuar lendo “A arte do queijo”

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