Cenas de bastidores

Às vésperas da comemoração do sesquicentenário da imigração italiana na Serra Gaúcha, a canção Mèrica, Mèrica, guardada como um hino dos imigrantes, não sai de meus ouvidos. Isso também porque ela é cantada por ninguém menos que Caetano Veloso, como trilha sonora do filme O Quatrilho. Quem se encarregou dessa façanha, na produção do filme, foi nosso maestro Renato Fillipini. Em entrevistaContinuar lendo “Cenas de bastidores”

Memórias da Revolução de 1923

Já que estamos no centenário da famigerada Revolução de 23, tenho uma preciosidade para mostrar. É um registro feito por meu pai num pequeno caderno de memórias, contando a sua “difícil escalada do autodidatismo”. É uma narrativa que dá uma ideia nada glorificante dessa revolução, mostrando como ela doeu no cotidiano da vida das pessoas, como na de umContinuar lendo “Memórias da Revolução de 1923”

Cores, aromas e sabores de vinho

Acabo de ser designado, com muita honra, Embaixador dos Vinhos de Caxias do Sul! Para demonstrar que tenho, sim, uma relação estreita com os vinhos, dou algumas dicas de como saboreá-los, coisas que aprendi na aula de um sommelier, na Escola de Gastronomia da UCS. Na linguagem dos apreciadores, degustadores, sommeliers e enólogos, a descrição dos traços característicos de cadaContinuar lendo “Cores, aromas e sabores de vinho”

A permanência da GAUCHESCA

Em meio aos festejos capitaneados pela data de 20 de setembro, trago à tona algumas das ideias que escrevi, décadas atrás, sobre a “permanência da Gauchesca”. A gauchesca, sinônimo de cultura do gaúcho, tem início em meados do século dezenove, quando as correntes migratórias de origem europeia, que iriam constituir as zonas coloniais, apenas começavam. A únicaContinuar lendo “A permanência da GAUCHESCA”

Santa Tereza: patrimônio histórico-cultural

Exatamente no dia 5 de novembro de 2010, o município de Santa Tereza, emancipado de Bento Gonçalves em 1992, teve aprovado o tombamento da sua paisagem urbana pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Foram incluídos na área de preservação o seu espaço urbano e a paisagem de entorno. Faz parte de minhaContinuar lendo “Santa Tereza: patrimônio histórico-cultural”

A força do Rio das Antas

Com o Rio das Antas ganhando noticiário nacional, depois que a água da enchente arrastou a ponte de ferro entre Farroupilha e Nova Roma, uma ponte com noventa anos de idade, é interessante relembrar a história desse rio, pelas margens do qual até Giuseppe Garibaldi desceu a cavalo, junto com sua Anita e o filho. Vinte anos depois dessaContinuar lendo “A força do Rio das Antas”

Cansioniero Popolar – Volume III

Nesta semana, foi lançado pela EDUCS (Editora da Universidade de Caxias do Sul) o terceiro volume do Cansioniero Popolar (Cancioneiro Popular). Trata-se de um projeto que visa celebrar o sesquicentenário da Imigração Italiana com a publicação do riquíssimo acervo de canções trazidas pelos italianos e registradas, em fitas gravadas, pelo Projeto ECIRS (Elementos Culturais da Imigração ItalianaContinuar lendo “Cansioniero Popolar – Volume III”

A poesia de José Régio

Outra conferência marcante no Simpósio de Língua e Literatura Portuguesa, em 1968, no Rio de Janeiro, teve como tema A Poesia de José Régio. Foi proferida pelo Prof. Leodegário Amarante de Azevedo Filho (1927-2011), um ensaísta pernambucano de renome também em Portugal. Começou justificando a escolha do poeta José Régio, um nome que ficou na sombra doContinuar lendo “A poesia de José Régio”

Do verso em latim ao verso rítmico português

No dia 19 de janeiro de 1968, sexta-feira, às 10h, no Simpósio de Língua e Literatura Portuguesa, do qual participei no Rio de Janeiro, o tema foi: Da Quantidade Latina ao Verso Rítmico Português. E Silvio Elia (1913-1998) foi o minucioso detalhista dessa passagem. Foi quando aprendi que a métrica da poesia não é apenas uma receita deContinuar lendo “Do verso em latim ao verso rítmico português”

O Estruturalismo entra em cena

Voltando ao II Simpósio de Língua e Literatura Portuguesa, realizado no Rio, em janeiro de 1968, outra conferência marcante registrada em meu caderno de anotações foi a de Luiz Costa Lima, sobre Estruturalismo e Crítica Literária. No final da palestra, que começou às 16 horas do dia 17 de janeiro, escrevi este elogio: Costa Lima foi muitoContinuar lendo “O Estruturalismo entra em cena”

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