Os animais ao redor

Não é possível trazer à tona as memórias de minha infância sem falar dos animais que nos rodeavam. Um item que exige um pouco de método para não parecer uma babel, pois eram muitas as espécies. Começo pelos animais domésticos, na nossa casa e na casa dos vizinhos. Em casa tínhamos: o cavalo, a vaca de leite,Continuar lendo “Os animais ao redor”

As primeiras leituras

O leitor inveterado que eu era, a ponto de posar para fotografia com um livro na mão, aos oito anos de idade, teve contato com diversos textos que foram abrindo os horizontes do mundo, para além de São Roque da Goiabeira. Um livro fundamental foi a Seleta em Prosa e Verso, da autoria de Alfredo ClementeContinuar lendo “As primeiras leituras”

O poeta economista

Fernando Pessoa é conhecido como o poeta dos heterônimos – o de muitos nomes – que costumam ser atribuídos às várias personalidades que o próprio Pessoa reconhecia dentro dele: Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Coelho Pacheco e… Fernando Pessoa ele mesmo. O que poucos sabem é da existência de outra de suas personalidades: aContinuar lendo “O poeta economista”

Aprendizados em São Roque da Goiabeira

A colônia de Santa Teresa, onde nasci, esgotou suas terras à venda. Mas, como o projeto de atrair agricultores dera bons resultados, a Prefeitura de São Chico o expandiu para o lado do Arroio Goiabeira, que tinha às suas margens terras férteis e de futuro. Nesse local foi erguida a capela de São Roque e, atrásContinuar lendo “Aprendizados em São Roque da Goiabeira”

Amigo à primeira vista

Neste momento em que o Brasil lamenta a despedida de Paulo José, figura marcante do teatro e da narrativa visual no cinema e na televisão, não posso me furtar de trazer à lembrança algumas passagens que vivemos juntos. Tudo aconteceu quando ele dirigiu a gravação de O Caso do Martelo para a TV Globo, em maio de 1991. EleContinuar lendo “Amigo à primeira vista”

Os parentes bem longe

Uma carência na minha infância – que eu sentia como carência – era a de não conhecer de perto os parentes da família a não ser, é claro, meus irmãos e irmãs. Não conheci avós, com exceção do vovô Guilherme, nem tios, nem primos. Acontece que meus pais, assim que se casaram no município deContinuar lendo “Os parentes bem longe”

Afinidades sempre existem

Quando meu romance O Quatrilho atravessou o Oceano Atlântico, um crítico português o elogiou, comparando-o, na forma e no tema, com os do escritor italiano Cesare Pavese, nascido em 1908. Obra e autor que eu nunca havia lido. A partir daí fui à sua procura e, de fato, encontrei vários pontos de afinidade com ele. Também ele fezContinuar lendo “Afinidades sempre existem”

À cozinha de minha mãe

É crença comum de que não existe lembrança mais persistente do que a dos “sabores de infância”. Sabores no sentido literal, ou bucal. Aqueles que ficam registrados para sempre no aparelho gustativo. Aparelho cheio de truques e segredos, como aprendi de um sommelier, porque nele convergem todos os sentidos do corpo, mais a imaginação e aContinuar lendo “À cozinha de minha mãe”

O cavalo branco na memória

No primeiro livro de poesia de que participei, livro a que demos o título de Matrícula, compareço com um poema sobre o cavalo, com este desejo: “Ah, não ser eu como o cavalo, não ter um mundo sereno em que me detenha tranquilo e paste em segurança.” A figura do cavalo retorna em todos meus livrosContinuar lendo “O cavalo branco na memória”

A relação entre o autor e o leitor

Antonio Candido (1918-2017) foi, e continua sendo, um mestre insubstituível para quem quer conhecer a fundo a literatura no Brasil. Sua obra fundamental, e insubstituível, é Formação da literatura brasileira – Momentos decisivos, em dois volumes. De uma honestidade também exemplar, diz ele ao leitor, no prefácio do primeiro volume: “Este livro foi preparado e redigido entreContinuar lendo “A relação entre o autor e o leitor”

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