No meu tempo de ginasiano, a língua incluída no currículo, por ser considerada universal, era a Língua Francesa. Fiz tantas leituras e estudos em francês que ele terminou por ser minha segunda língua. A ponto de receber de um professor da Universidade de Marselha este comentário, que até hoje não sei se era elogioso: “Vous parlez unContinuar lendo “A Babel da língua universal”
Arquivos do autor:pozenato
Da cultura eslava à cultura latina
Uma das cidades que mais gostei de conhecer foi Bucareste, a capital da Romênia. O nome Bucareste tem origem eslava, e significa “lugar alegre” na primitiva língua local. Algo parecido com o nome do nosso “Alegrete”. E o país se chamava Dácia, antes de o imperador Trajano o ter incorporado como província romana, em 104 d.C.,Continuar lendo “Da cultura eslava à cultura latina”
Passagem de peões em Lisboa
Em minha primeira estada em Lisboa, dei-me conta de que precisava aprender outra língua para circular na cidade. O bonde é chamado de trem, e o trem se chama comboio. No ponto em que pedestres podem cruzar a rua, uma placa informa: “Passagem de Peões”. A camiseta dos jogadores do Benfica se chama camisola, e porContinuar lendo “Passagem de peões em Lisboa”
Dois invernos bem diferentes
O poeta Jorge de Lima, alagoano, autor do monumento épico-lírico intitulado Invenção de Orfeu, escreveu um poema sobre o inverno. O inverno que ele avistava mudando as cores da Serra da Barriga, para a qual escreveu também versos saudosos: “Serra da Barriga! Te vejo da casa em que nasci.” Seu poema sobre o inverno nordestino, onde a neveContinuar lendo “Dois invernos bem diferentes”
A cerração e suas evocações
A cerração que cobriu a Serra na segunda-feira de manhã, embrulhando a cidade de Caxias do Sul no seu véu úmido, me trouxe um rol de evocações. A primeira, e não podia deixar de ser, foi a da minha infância em São Francisco de Paula. Nossa casa ficava na Boca da Serra, como se dizia, e quando chegavaContinuar lendo “A cerração e suas evocações”
Transmissão do TALIAN pelas três últimas gerações
Uma pergunta que me foi feita por estes dias foi esta: “Os descendentes dos imigrantes continuam a transmitir o Talian dentro de suas famílias?” Trata-se, sem dúvida, de uma pergunta chave dentro de uma política de preservação da língua como signo de identidade cultural. Como resposta a ela, há um estudo feito pelo jornalista Tales Giovani Armiliato para suaContinuar lendo “Transmissão do TALIAN pelas três últimas gerações”
Inventário do TALIAN: um pouco de história
O interesse pelo resgate do Talian, a língua comum criada nas regiões de imigração italiana, foi reativado por ocasião da celebração do centenário da imigração, ocorrido em 1975. A Universidade de Caxias do Sul criou um instituto de pesquisas, com a parceria da Universidade de Veneza. E um dos temas desenvolvidos foi o estudo dos dialetosContinuar lendo “Inventário do TALIAN: um pouco de história”
Um passo decisivo para a preservação do Talian
“Talian Par Cei e Grandi – Gramàtica e Stòria”. Acaba de ser publicado um livro com este título, que pode ser assim traduzido: “Talian para Crianças e Adultos – Gramática e História”. Trata-se de uma obra coletiva e multidisciplinar, tendo três nomes como coordenadores e editores: Juvenal Jorge Dal Castel, Loremi Loregian Penkal e João Wianey Tonus. Além deles, maisContinuar lendo “Um passo decisivo para a preservação do Talian”
Ficcionistas da imigração italiana: o olhar de dentro
O “olhar de fora”, cheio de estranheza com relação ao personagem italiano, comum em todo o país, será completado por um “olhar de dentro”, cheio de cumplicidade, nas regiões ocupadas pelos imigrantes vindos da Itália. Os primeiros ficcionistas da região de imigração italiana da Serra Gaúcha mostram não apenas personagens de origem italiana, mas também aContinuar lendo “Ficcionistas da imigração italiana: o olhar de dentro”
Personagens italianos na pauliceia desvairada
É em São Paulo, para onde convergiu, segundo estimativas, cerca de setenta por cento da imigração italiana no Brasil, que naturalmente essa presença na literatura se fará mais frequente e mais intensa. Além disso, com a Semana de Arte Moderna de 1922, São Paulo se empenhou em tirar do Rio de Janeiro o título de capitalContinuar lendo “Personagens italianos na pauliceia desvairada”