O gato Mefistófeles

Todo mundo conhece o gato Mefistófeles das histórias em quadrinhos da Disney. O que muita gente não sabe é por que ele foi parar lá e de onde veio esse nome mefistofélico… Pois eu sei disso desde que comprei numa livraria do Rio de Janeiro, em 1965, o Fausto de Goethe, na tradução de Antenor Nascentes – mestreContinuar lendo “O gato Mefistófeles”

O recado histórico das taipas de pedra

Um patrimônio cultural mais que centenário e quase esquecido no Rio Grande do Sul Nos Campos de Cima da Serra – aí incluído o município de São Francisco de Paula, meu berço de origem –, o cercado das fazendas foi feito por meio de muros feitos de pedra, conhecidos pelo nome de taipas. Quem tomar a estradaContinuar lendo “O recado histórico das taipas de pedra”

Perto do coração selvagem

Brasil começa a celebrar o centenário de nascimento da criadora da “poética da introspecção” No dia 10 de dezembro, ocorreu o centenário de nascimento de Clarice Lispector, uma das musas imortais da literatura brasileira. Mesmo nascida na Ucrânia – de onde seus pais fugiram para não caírem nas garras de Stalin, que mandava os judeus paraContinuar lendo “Perto do coração selvagem”

O centenário do ator de Monte Vêneto

A extensa biografia cinematográfica do saudoso José Lewgoy inclui “Rocco”, o personagem que desempenhou em sua participação na filmagem de “O Quatrilho” Uma das muitas emoções que ganhei de presente durante a filmagem de “O Quatrilho” foi, sem dúvida, a presença de José Lewgoy no elenco. E tenho certeza de que, para ele também, foi grande a emoção deContinuar lendo “O centenário do ator de Monte Vêneto”

Pequenos segredos revelados

“Buena La Bailanta!”: a incrível saga de Ivan Pedro Martins Já citei aqui uma frase do Barão de Itararé, que não era barão coisa nenhuma. Foi um jornalista gaúcho, de Rio Grande, que fez carreira no Rio de Janeiro como humorista. Assinava sua coluna também como Apporelly, que reduzia a uma palavra a extensão de seu nomeContinuar lendo “Pequenos segredos revelados”

A cultura da cachaça

“O uísque é uma cachaça metida a besta” (Barão de Itararé) A frase do Barão de Itararé pode ser politicamente incorreta, como era do feitio do seu humor, que começava com a frase na entrada de sua sala de trabalho: “Entre sem bater!”. Mas também marca com força uma tradição cultural brasileira. A cachaça, ou aguardente deContinuar lendo “A cultura da cachaça”

A história de um ferreiro

“Uma profissão a gente nunca aprende que chega! Sempre tem alguma coisa nova pra aprender” Ofícios e fazeres característicos de um período ainda pré-industrial foram trazidos pelos imigrantes vindos do Norte da Itália. Entre esses ofícios estavam o da moagem de grãos, o da destilação, o da fabricação de queijos, os ofícios da madeira, como aContinuar lendo “A história de um ferreiro”

Herança cultural polonesa

“Nos peraus do Rio das Antas” Ao escrever aqui sobre a cultura culinária das margens do Rio das Antas, faltou acrescentar um registro muito importante: a presença polonesa ao longo do rio, passando por vários municípios, desde Veranópolis até Santa Tereza. E como era a Polônia na época da vinda desses imigrantes? Situada no nordeste europeu, a Polônia foi objetoContinuar lendo “Herança cultural polonesa”

A linguagem da culinária

A analogia da cozinha com a linguagem pode revelar surpresas culturais inimagináveis De acordo com Massimo Montanari – docente de História da Alimentação da Universidade de Bolonha, Itália -, a culinária pode ser comparada com a linguagem. Como a linguagem, ela possui: – vocábulos: os produtos e os ingredientes utilizados; – regras gramaticais: as receitas, que organizam eContinuar lendo “A linguagem da culinária”

“Canti Rústeghi”: poemas tecidos em Talian

Resgatar e preservar a língua dos imigrantes passa pela reedição de obras cruciais A Língua Absolvida é o título de uma das obras mais bonitas de Elias Canetti. O autor escreveu também o livro Massa e Poder, com o qual mereceu o Prêmio Nobel, livro que, como costumo dizer, é um dos dez que eu guardaria comigoContinuar lendo ““Canti Rústeghi”: poemas tecidos em Talian”

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora