O corsário e o fazedor de linguiça

Os primeiros italianos que desembarcaram no Rio Grande do Sul foram os participantes da Revolução Farroupilha (1835 – 1845). Três nomes ficaram marcados na história: Giuseppe Garibaldi, Luigi Rossetti e Tito Livio Zambeccari. Dos três, Garibaldi foi o mais famoso. Mas os outros dois também tiveram participação ativa na história gaúcha. Rossetti comprou prensa tipográfica em Montevidéu e fundouContinuar lendo “O corsário e o fazedor de linguiça”

A cartomante e outros italianos

Na cata de personagens italianos na literatura brasileira, vamos agora a Machado de Assis. Embora ele tenha vivido numa época em que levas de italianos passavam pelo porto do Rio de Janeiro, e embora ele trabalhasse no Ministério da Agricultura, órgão do governo responsável pela imigração, inclusive na época dos que vieram para o Sul do Brasil,Continuar lendo “A cartomante e outros italianos”

Figuras de italianos no romance de Alencar

Não é deste século (e agora com a minha trilogia!…) a presença de italianos como personagens na literatura brasileira. Sobre este aspecto farei alguns registros e comentários, numa sequência de textos. Esta perspectiva me parece interessante porque, nela, é possível identificar o modo pelo qual o italiano é visto e representado no universo cultural brasileiro nos últimosContinuar lendo “Figuras de italianos no romance de Alencar”

Mario Quintana e seus quintanares

Mario Quintana (1906-1994) foi outro poeta enfeitiçado pelo outono, na trilha de Paul Verlaine. Escreveu até um poema com o mesmo título, Canção de Outono. E também este Hai-Kai de Outono: “Uma borboleta amarela? Ou uma folha seca Que se desprendeu e não quis pousar?” A palavra “quintanares” é um neologismo inventado pelo poeta Manoel Bandeira, num poema deContinuar lendo “Mario Quintana e seus quintanares”

A musicalidade das folhas de outono

Na série de visitas que venho fazendo neste tempo de distanciamento social, usando o veículo das leituras, encontrei outro mestre querido: Paul Verlaine (1844-1896). Jean Richer escreveu sua biografia, num relato que daria uma série de filmes dramáticos. Verlaine foi para mim um mestre da poesia, mais que das ideias. Sua lição principal se tornou quase umContinuar lendo “A musicalidade das folhas de outono”

As teses de Eco sobre… teses!

Programei escrever um texto sobre Michel Foucault, amigo de Gilles Deleuze, mas, “furando fila”, apareceu na minha frente o Umberto Eco, por causa de uma associação adiante esclarecida… Por ocasião do cinquentenário da UCS, celebrado em 2017, houve todo um trabalho preliminar de diversas comissões para organizar a agenda comemorativa. Um item proposto foi o de que seContinuar lendo “As teses de Eco sobre… teses!”

O domínio de um território

Gilles Deleuze (1925-1995) é um nome que também merece ser tirado do baú. Foi professor de História da Filosofia na Universidade de Vincennes (Paris VIII) e amigo de Michel Foucault, outro mestre do pensamento. Meu interesse por Deleuze surgiu quando descobri que ele era contra o estruturalismo, aquele tipo de pensamento quadrado, incapaz de perceber e deContinuar lendo “O domínio de um território”

Rabelais, o defensor do riso

O tempo atual convida a gente a remexer no fundo do baú. Com isso, outro escritor que me veio parar nas mãos foi François Rabelais, que antecedeu de alguns anos o autor dos Ensaios, Michel de Montaigne. Rabelais nasceu em 1494 e morreu em 1553, “velho e cansado” – como registrou um biógrafo seu contemporâneo -, antes de completar sessentaContinuar lendo “Rabelais, o defensor do riso”

Michel de Montaigne e os livros

Michel Eyquem de Montaigne nasceu no castelo de Périgord, em 28 de fevereiro de 1533, e faleceu no mesmo castelo a 13 de setembro de 1592, com quase sessenta anos, um idoso para os padrões da época. Os Eyquem eram comerciantes na cidade portuária de Bordeaux, na França: vendiam vinhos, peixes salgados, pasteis. O pai deContinuar lendo “Michel de Montaigne e os livros”

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora